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Relatório analisa utilização da Inteligência Artificial por grupos extremistas e terroristas

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A Fundação Christchurch Call publicou recentemente um relatório que analisa a forma como ferramentas de Inteligência Artificial (IA) estão a ser exploradas por grupos terroristas, movimentos extremistas e indivíduos associados a formas de violência niilista.

O documento destaca a necessidade de uma abordagem coordenada, baseada em evidência empírica, para compreender e responder aos riscos associados à utilização indevida da IA em contextos de extremismo violento online.

Entre as principais conclusões identificadas no relatório, destacam-se:

As avaliações de segurança da IA devem assentar em evidência empírica e atender às especificidades de cada agente de ameaça;

A produção de conteúdos audiovisuais gerados por IA é uma prática transversal aos diferentes agentes de ameaça, embora com objetivos e impactos distintos;

A utilização de conteúdos gerados por IA para glorificação de autores de atos violentos é comum em vários contextos extremistas;

A utilização de chatbots de companhia que simulam ou interpretam figuras violentas é recorrente em algumas comunidades extremistas;

A escolha de modelos e estratégias de IA varia em função das motivações e objetivos dos diferentes agentes;

Existem posições divergentes relativamente à utilização da IA entre os vários grupos analisados;

Foram identificados casos de utilização de ferramentas de IA para apoiar o planeamento de ataques e outras atividades operacionais, particularmente entre indivíduos motivados por ressentimento ou com problemas de saúde mental.

O relatório apresenta ainda um conjunto de recomendações dirigidas a diferentes intervenientes, com vista à mitigação dos riscos associados ao uso indevido destas tecnologias:

Entidades coordenadoras:

Promover mecanismos de partilha de informação entre setores, laboratórios de IA e plataformas de alojamento de conteúdos.

Programadores de modelos e ferramentas de IA:

Realizar avaliações de segurança baseadas em evidências;

Divulgar os respetivos resultados;

Reforçar os mecanismos de proteção e segurança.

Plataformas digitais:

Identificar novos padrões de conteúdos nocivos gerados por IA;

Prevenir a amplificação algorítmica desses conteúdos, salvaguardando os direitos fundamentais e a liberdade de expressão.

Governos:

Apoiar avaliações independentes de segurança da IA;

Incentivar a adoção de boas práticas por parte dos desenvolvedores e a divulgação dos respetivos resultados.

​Consulte o relatório completo Artificial Intelligence, Violent Extremism, and Nihilistic Violence – The Need for Contextual Awareness and Threat-Specific Evaluation in AI Safety



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